segunda-feira, 13 de abril de 2009

O verdadeiro Cabral, quem descobriu o Brasil?

Jorge Couto é um historiador e professor português.


Docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigador no Centro de História da mesma Universidade, é considerado o principal especialista luso em História do Brasil.

No seu livro mais conhecido, A construção do Brasil (Lisboa, 1995), defende a tese da descoberta do Brasil em 1498, por Duarte Pacheco Pereira, com base no estudo do manuscrito Esmeraldo de situ orbis, produzido pelo próprio Duarte Pacheco entre 1505 e 1508 e que ficou desaparecido por quase quatro séculos.

Para sustentar a sua tese, Jorge Couto cruzou dados sobre as relações políticas entre Portugal e a Espanha à época, debruçou-se sobre interpretações minuciosas do "Esmeraldo" e de exemplares da cartografia da época, estudou os métodos usados no final do século XV para calcular a longitude e recorreu a relatos históricos sobre as antigas populações indígenas da Amazônia e aos resultados das recentes pesquisas feitas pela arqueóloga estadunidense Anna Curtenius Roosevelt em Santarém e na ilha do Marajó, no estado brasileiro do Pará.

É autor de numerosos livros, artigos, introduções e prefácios publicados em Portugal, Brasil, Espanha, França, Estados Unidos da América do Norte, China e Japão. Alguns dos seus livros e artigos foram traduzidos para inglês, espanhol, francês e japonês.

Por ocasião do Bicentenário da Transferência da Corte Portuguesa para o Brasil (2008) publicou diversos artigos em catálogos de exposições e obras colectivas editados em Lisboa, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador da Bahia.

Foi presidente do Instituto Camões (1998-2002) e exerce, desde Novembro de 2005, as funções de director da Biblioteca Nacional de Portugal.

Foi agraciado com condecorações de diversos países (Brasil, França, Roménia, Marrocos e Togo), avultando as brasileiras (Grã-Cruz da Ordem do Rio Branco, comendador da Ordem do Cruzeiro do Sul e oficial da Ordem de Mérito Naval).


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Quem é o pai dos sobrinhos do Pato Donald?


Só há pistas sobre a mãe deles. A identidade do pai continua sendo um dos maiores mistérios da história de Patópolis, a cidade fictícia habitada por Donald, Tio Patinhas e companhia nas histórias em quadrinhos Disney. Os trigêmeos Huguinho, Zezinho e Luizinho (como são conhecidos no Brasil) estão entre os personagens mais antigos dessa família: sua aparição data de outubro de 1937, apenas três anos depois do surgimento do próprio Donald. Apesar de tanto tempo de estrada, pouco se sabe sobre seus pais. No início da década de 50, Carl Barks - um dos principais desenhistas, roteiristas e animadores da Disney - criou uma árvore genealógica na qual a mãe do trio era identificada como Thelma, irmã gêmea de Donald. No lugar do pai, aparecia apenas um sinal de interrogação. Outra árvore genealógica mais completa, criada em 1993 pelo ilustrador e roteirista Don Rosa, também deixou esse espaço em branco.


A verdadeira explicação está no conceito de entretenimento familiar dos Estúdios Disney, que busca ser o mais assexuado possível. "Por isso, os laços familiares nessas histórias sempre se distanciaram da realidade. Quase não há contato entre pais e filhos - as relações se dão entre sobrinhos e tios, ou netos e avós - e os personagens nunca se casam", diz o especialista em quadrinhos Álvaro de Moya, autor do livro O Mundo de Disney.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Será que Adão tinha umbigo?


“...Será que Adão tinha umbigo? Vale a pena observar que alguns criacionistas modernos, incluindo Ken Ham, acreditam que a resposta seja não, porque o umbigo é uma cicatriz do cordão umbilical, e um ser criado – não gerado - não teria porque ter essa cicatriz. A questão sobre o fato de Adão ter ou não umbigo pode soar fútil, mas na Idade Média e no Renascimento isso era um tema de debate freqüente. Artistas que pintaram Adão e Eva no Éden se deparavam com um dilema teológico: nossos primeiros ancestrais deveriam ser retratados com umbigo ou não? Não foram poucos os artistas que resolveram o problema pintando folhas bastante grandes para cobrir até a região do umbigo. Mas em seu famoso quadro que é a peça central do teto da Capela Sistina, Michelangelo deu a Adão um umbigo impressionante. E foi duramente criticado por isso por alguns dos teólogos mais severos de seu tempo. Mas seria tão extremo assim pensar que Deus pudesse ter criado Adão com umbigo? Afinal de contas, o umbigo é uma parte integrante da anatomia humana. A estrutura de nossos músculos abdominais é projetada para acomodar um umbigo. Não consigo pensar em nenhuma razão necessária, teológica ou bíblica, para que Adão e Eva não tivessem umbigos. Nossos patriarcas pareciam adultos normais em todos os aspectos. Provavelmente tinham calos para proteger as solas de seus pés como todos os adultos e seus dentes eram regulares, como se fossem utilizados normalmente, e não afiados, como se nunca tivessem sido utilizados. É claro, toda a questão envolvendo o fato de Adão e Eva terem ou não umbigos (ou calos, ou dentes regulares) é meramente especulativa. As Escrituras simplesmente não se referem ao assunto. Portanto, embora o assunto ainda seja intrigante, não há necessidade de reviver um debate tão trivial com intensidade medieval. Continua o fato, no entanto, de que Adão tinha muitas características associadas à maturidade. Ele não foi criado como embrião nem como bebê. Ele era um homem completamente crescido. Não há motivo para duvidar que tivesse essas características normais de adultos...”.


Fonte: John MacArthur Jr., Criação ou Evolução, Editora Cultura Cristã, 2004, p. 48

sábado, 28 de março de 2009

Quem inventou o fim de semana?


A definição do sábado e do domingo como dias de descanso semanal remunerado é uma conquista recente dos trabalhadores. "Foi resultado da luta operária surgida na Inglaterra depois da Revolução Industrial, no início do século 19", afirma a historiadora Zilda Gricoli Iokoi, da Universidade de São Paulo (USP). Antes disso, os trabalhadores até podiam tirar uma folguinha por motivos religiosos, mas não recebiam salários relativos aos dias parados. Mas por que justamente o sábado e o domingo foram escolhidos para o repouso semanal? Aí é preciso buscar a explicação mais no passado. Na Antiguidade, os romanos e os adeptos de religiões pagãs dedicavam o sábado ao deus Saturno, que regia a agricultura. Esse dia era reservado para o descanso, numa forma de agradecimento ao deus por uma boa colheita. Em outras religiões, como no judaísmo, o sábado também já era consagrado como um dia de repouso semanal. Já o domingo ganhou esse "status" um pouco mais tarde. Só na era cristã é que passou a ser considerado sagrado, porque Jesus ressuscitou dos mortos neste dia. Por conta disso, os cristãos consagraram o domingo ao Senhor e, para que os fiéis pudessem ir tranqüilamente aos cultos, era natural que fosse um dia sem trabalho.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Por que sentimos frio na barriga em descidas?




Trata-se de uma reação involuntária, causada pela impressão de imponderabilidade (estar frente ao desconhecido e ao imprevisível) ou de falta de peso causada pela inércia dos órgãos abdominais, que não são corpos rígidos e têm certa mobilidade. "Os órgãos possuem células nervosas chamadas mecanoreceptores, que detectam mudanças bruscas de aceleração, causadas basicamente por aumento ou redução na ação da gravidade", afirma o fisiologista Gilberto Xavier, da USP. Assim quando deslizamos, por exemplo, dentro de um carrinho montanha-russa abaixo, a queda é tão brusca que não há tempo para os órgãos se adaptarem à nova condição - ou seja, descemos, mas nossas vísceras como que permanecem no mesmo lugar onde estavam.
Essa náusea instantânea ocorre também nas subidas e é acentuada por uma inspiração profunda involuntária - reflexo condicionado que ocorre sempre que nos sentimos diante de algum perigo iminente. Durante a queda ou a subida, a concentração de átomos eletricamente carregados dentro das células muda rapidamente, devido a uma mudança estrutural na membrana. A mensagem elétrica é, então, enviada para o cérebro, que processa a informação e a transforma no sintomático frio na barriga.

terça-feira, 24 de março de 2009

Qual foi a data em que morreu mais gente no mundo?

Foi em 23 de janeiro de 1556, quando um terremoto devastador atingiu a província de Shaanxi, na China, deixando um resultado terrível de quase 830 mil mortos! Não há dados oficiais da matança, mas, segundo especialistas, tudo indica que o número de pessoas que passou desta para a melhor na fatídica data esteja próximo do verdadeiro. Em nossa conta, claro, não entra o bando de gente que, diariamente, bate as botas no mundo por causas outras que não catástrofes, guerras ou genocídios. Em 2009, segundo o US Census Bureau – órgão americano de recenseamento –, a média diária contabiliza 152 mil mortes. Dito isso, veja abaixo a lista das datas mais mórbidas de todos os tempos. :

O CALENDÁRIO MACABRO

Confira os dez dias que mais mataram no planeta, além dos períodos mais funestos da história:

23/1/1556 Número de mortos: 830 mil Causa das mortes: Terremoto Local: China1

3/11/1970 Número de mortos: 500 mil Causa das mortes: Ciclone Local: Bangladesh

25/11/1839 Número de mortos: 300 mil Causa das mortes: Ciclone Local: Índia

20/5/526 Número de mortos: 250 mil Causa das mortes: Terremoto Local: Turquia

28/7/1976 Número de mortos: 242 mil Causa das mortes: Terremoto Local: Tangshan, China

16/12/1920 Número de mortos: 240 mil Causa das mortes: Terremoto Local: Haiyuan, China

26/12/2004 Número de mortos: 230 mil Causa das mortes: Tsunami Local: Índia

31/1/1942 Número de mortos: 229 mil judeus Causa das mortes: Genocídio Local: Europa

5/10/1948 Número de mortos: 110 mil Causa das mortes: Terremoto Local: Turcomenistão

28/12/1908 Número de mortos: 100 mil (entre 60 e 200) Causa das mortes: Terremoto Local: Messina, Itália